A ausência da secretária municipal de Finanças e Planejamento, Márcia Hokama, em reunião com a Câmara Municipal de Campo Grande nesta quinta-feira (6), não caiu bem nem no Paço Municipal. O episódio, que já havia provocado forte reação entre os vereadores, agora também gera desconforto dentro da própria Prefeitura de Campo Grande, inclusive entre integrantes do alto escalão da gestão da prefeita Adriane Lopes (PP).
Fontes ligadas à administração, que pediram sigilo, afirmaram que a postura da secretária vem causando incômodo nos bastidores. Uma das fontes foi direta:
“Ela já faz hora extra na Prefeitura. Está desgastada politicamente e tecnicamente”, disse.
Outra fonte, também próxima à prefeita, avaliou que o trabalho da secretária tem atrapalhado o desempenho de outras pastas, especialmente nas áreas que dependem de liberação orçamentária.
“A gestão fica travada. E isso afeta todos os secretários”, disse.
Uma outra fonte, representando a base política da prefeita Adriane Lopes, foi ainda mais clara:
“Esse comportamento da Márcia gerou um desgaste que não precisava. A prefeita tem pedido diálogo com a Câmara, mas ela foi na contramão”, avaliou.
No núcleo político da Prefeitura, a avaliação é de que o episódio foi um erro estratégico grave. Isso porque a prefeita Adriane Lopes tem se empenhado em melhorar a relação institucional com o Legislativo e a ausência da secretária, interpretada como ato de desprezo aos vereadores, acabou criando uma crise desnecessária.
Entre os parlamentares da base governista, a reação foi de perplexidade. Nem mesmo aliados mais próximos da prefeita saíram em defesa da secretária. O vereador Professor Riverton (PP), do mesmo partido de Adriane Lopes, pediu publicamente a exoneração de Márcia Hokama.
“A prefeita precisa reavaliar a permanência dela no cargo. Esse tipo de postura cria um desgaste desnecessário e mostra falta de diálogo com a Câmara”, afirmou Riverton.
Nos bastidores, o episódio é tratado como um novo capítulo de tensão entre o Executivo e o Legislativo municipal e pode abrir uma crise interna na equipe da prefeita, justamente num momento em que Adriane Lopes tenta consolidar seu grupo político e reforçar sua imagem de diálogo e austeridade.
Enquanto a Câmara se mobiliza para cobrar explicações formais, no Paço Municipal o clima é de pressão crescente sobre a secretária, que agora enfrenta desconfiança tanto dos vereadores quanto de colegas de primeiro escalão.
Veja mais:









