Comandante do Exército Brasileiro é contra classificar PCC e CV como Organizações Terroristas

O Exército Brasileiro demonstrou resistência à proposta de classificar facções criminosas como o PCC e o CV como organizações terroristas.

Segundo informações divulgadas pelo portal Investi Brasil, integrantes das Forças Armadas avaliam que o enquadramento jurídico dessas facções como terrorismo poderia ampliar debates sobre o papel constitucional dos militares no combate ao crime organizado dentro do país.

De acordo com a publicação, uma das frases atribuídas a integrantes da área militar foi:

“Se fossem terroristas, já os teríamos combatido.”

A discussão acontece em meio ao crescimento da pressão política por leis mais rígidas contra organizações criminosas que atuam em diversos estados brasileiros.

Defensores da classificação argumentam que facções utilizam métodos de intimidação, controle territorial, ataques armados e terror psicológico semelhantes aos praticados por grupos terroristas internacionais.

Já setores jurídicos e militares afirmam que o combate às facções deve continuar sendo tratado como questão de segurança pública e crime organizado, e não como terrorismo.

O tema voltou a ganhar força após episódios recentes de violência ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), aumentando o debate sobre endurecimento penal e atuação das forças de segurança.

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