Marcos Pollon, que ameaçou “cortar as bolas” vota contra projeto que aumenta proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (20), o projeto de lei que protege crianças e adolescentes de abusos no ambiente digital ao criar regras para uso de aplicativos, jogos eletrônicos, programas de computador e redes sociais. Como a aprovação foi simbólica, os parlamentares não precisaram registrar o voto nominalmente, mas Marcos Pollon (PL) fez questão de declarar que é contra a proposta.

A proposição ganhou força após a comoção gerada pelo vídeo do influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, sobre exposição e exploração de menores nas redes sociais. A denúncia gerou preocupação em pais e responsáveis, sendo amplamente debatida nas duas últimas semanas, incluindo o Congresso Nacional, unindo direita e esquerda em defesa dos jovens.

Toda repercussão gerada nas últimas semanas não foi suficiente para comover o deputado federal Marcos Pollon (PL), de Mato Grosso do Sul. Mesmo com a votação simbólica, ele fez questão de votar contra o projeto de lei que protege crianças e adolescentes de abusos na internet.

Até o líder do próprio partido de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados e outras lideranças bolsonaristas defenderam o texto aprovado e descartaram brecha para censura.

A votação desse PL ocorreu no Plenário da Câmara em 20 de agosto de 2025, e foi feita de forma simbólica, ou seja, sem voto nominal individual. O que se sabe sobre a votação O PL 2628/2022 foi aprovado na Câmara em 20 de agosto de 2025, após tramitação no Senado e diversos debates. Ele estabelece medidas para proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Foi relatado pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) . A votação foi simbólica (não aberta nominalmente), conforme padrão para alguns projetos de urgência e de consenso .

O texto aprovado uniu parlamentares do PT ao PL após a costura de um acordo. Pollon, no entanto, descartou fazer parte do pacto e declarou seu voto ao plenário da Câmara.

“Eu só queria deixar registrado que embora seja votado em votação simbólica, quero que conste que conste nos anais o meu voto contrário por três razões. Primeiro, que eles alegam proteção da criança por pura narrativa, são eles que são a favor do aborto e da sexualização de crianças. Segundo, porque vai recair sobre a direita qualquer ato de censura e limitação de comunicação, uma vez que eles instrumentalizaram e perverteram todas as instituição”, discursou o bolsonarista.

“E terceiro e mais importante, eu acho um acinte, um desrespeito, um descalabro, se falar em acordo nessa Casa enquanto não se cumpre o que foi prometido na semana retrasada, quando nós ocupamos essa mesa”, completou.

Pollon fez referência a ter sentado e se recusado a deixar a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), em motim de deputados defensores de Jair Bolsonaro (PL) no retorno dos trabalhos após o recesso parlamentar. A Corregedoria da Câmara dos Deputados depois abriu duas sindicâncias contra o sul-mato-grossense. 

A primeira representação é pelo discurso raivoso e cheio de palavrões durante a manifestação Reaja Brasil realizada no dia 3 de agosto em Campo Grande. Por participar do motim, ele pode ter o mandato suspenso por seis meses. 

Informações O Jacaré

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