Em plena pandemia Trutis gasta mais de 200 mil com cota parlamentar

Loester Trutis (PSL) é o segundo deputado de MS que mais gastou esse ano com cotas, perdendo apenas para Dagoberto.

A pandemia de Covid-19 distanciou a atividade parlamentar de Brasília, mas não parou o trabalho dos deputados federais. A Câmara realiza sessões remotas desde o dia 25 de março. Em contrapartida, os gastos parlamentares, em alguns casos da bancada de Mato Grosso Do Sul, foram exorbitantes. Somados, os 8 deputados do estado gastaram R$ 1.104.079,32 em verba indenizatória até agosto deste ano, em consulta feita ao Portal da Transparência da Câmara dos Deputados ontem, a média de gastos com cota parlamentar em MS nesse período foi de R$ 40 mil segundo o portal. Os campeões em gastos no primeiro semestre, em plena pandemia, foram Dagoberto Nogueira (PDT), com R$ 236.2 mil, e Loester Trutis (PSL), com R$  228.7 mil.

Cinco tiveram redução na utilização da verba destinada para o custeio do mandato, já que as sessões são por videoconferência e as locomoções estão limitadas devido ao risco de transmissão do coronavírus. O deputado federal Fábio Trad (PSD) reduziu a utilização do dinheiro público em 86% e foi o parlamentar sul-mato-grossense que menos gastou no primeiro semestre, R$ 22.7 mil.

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Conforme o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, Dagoberto elevou em 7,7% o gasto com a cota parlamentar, de R$ 210,3 mil, no primeiro semestre de 2019, para R$ 236.2 mil no mesmo período deste ano. Pré-candidato a prefeito da Capital, ele usou a maior parte dos recursos, R$ 72.8 mil, com a locação de veículos, apesar das restrições recomendadas pelas autoridades de saúde. O pedetista ainda usou R$ 70 com consultoria e pesquisa. Outros R$ 53.9 mil foram destinados para a manutenção do escritório político.

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Nova política ?

O deputado federal de Mato Grosso do Sul, Loester Trutis do PSL foi eleito com um discurso de renovação na política e moralidade nos gastos públicos, mas vemos que na pratica a situação é outra. vice-campeão em gastos com cota parlamentar no primeiro semestre Loester Trutis, que se gaba de combater à velha política. Ele elevou em cerca de 68% a utilização do dinheiro da cota parlamentar neste ano em relação ao mesmo período de 2019.

O maior gasto no primeiro semestre de 2020 foi com consultoria, que totalizou R$ 93,3 mil. O parlamentar contrata um escritório de advocacia para emitir parecer em projetos, mesmo contando com assessores jurídicos na equipe. De acordo com levantamento feito pelo G7 MÍDIA, Trutis também gastou R$ 63.234,41 Locação ou Fretamento de Veículos Automotores, R$ 45.518,35 Manutenção de Escritório de Apoio à Atividade Parlamentar, R$ 14.069,57 Combustíveis e Lubrificantes, R$ 12.574,83 Passagem Aérea – Rpa, Serviços Postais R$ 31,10 e R$ 23,09 com Telefonia.

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Trutis gastou mais que Vander Loubet (PT). Campeão de gastos no primeiro semestre do ano passado, o petista reduziu cerca de 34,5% a utilização da cota parlamentar, de R$ 249,9 mil para R$ 173.5 . O maior desembolso para Vander foi com divulgação, R$ 100,6 mil, seguido por locação de veículos (R$ 43.3 mil) e combustível (R$ 12.5 mil).

Beto Pereira (PSDB) reduziu os gastos em 26,6%, de R$ 216,5 mil para R$ 183.5 mil, segundo o Portal da Transparência do legislativo. O maior desembolso ocorreu com locação de carros (R$ 71.2 mil), seguido por divulgação (R$ 36.5 mil) e manutenção do escritório político (R$ 30.5 mil).

Fiel ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), Dr. Luiz Ovando (PSL) elevou em 17% o gasto da cota parlamentar neste ano, de R$ 68,2 mil para R$ 92.3 mil, apesar da pandemia da covid-19 limitar as atividades da Câmara à realização de videoconferência.

O maior gasto do pesselista foi com a manutenção do escritório político, com R$ 39.7 mil. O segundo maior gasto ocorreu com a locação de veículos (R$ 21.7 mil) e combustível, R$ 17.0 mil.

Fábio Trad reduziu o gasto com cota parlamentar em 86%, de R$ 127,1 mil para R$ 22.7. O maior desembolso do deputado foi com divulgação (R$ 14.8 mil), manutenção do escritório (R$ 6,2 mil) e serviços postais (R$ 914 ).

Em seis meses de mandato, Trad não gastou metade do valor utilizado em apenas um mês por Dagoberto e Trutis. O pedetista gastou 1.174% a mais, enquanto o pesselista teve desembolso 1.108%.

Bia Cavassa e Rose Modesto, ambas do PSDB, também reduziram os gastos em decorrência da pandemia. A ex-primeira-dama de Corumbá utilizou R$  105.2 mil neste ano, 18,33% inferior aos R$ 113,7 mil desembolsados no mesmo período do ano passado. Já Rose reduziu os gastos em 36,6%, de R$ 122 mil para R$  81.1 mil.

O eleitor pode conferir o valor utilizado por cada deputado no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.

link do portal de portal de transparência da câmara dos deputados : https://www.camara.leg.br/transparencia/gastos-parlamentares

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