PF nas Ruas: Mendonça revê decisão de Toffoli e autoriza Polícia Federal a realizar perícia sem restrições

O ministro do STF, André Mendonça, estabeleceu nesta quinta-feira as diretrizes operacionais e de sigilo que devem nortear a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso do banco Master. O magistrado determinou a retomada do “fluxo ordinário” de ações de perícia e depoimentos.

A decisão responde a uma consulta da Polícia Federal sobre a viabilidade técnica de analisar cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos, tarefa que demandaria meses de trabalho exclusivo da perícia.

Diante do volume de dados, o ministro autorizou que a extração, indexação e análise sigam o fluxo ordinário de trabalho da instituição, permitindo a distribuição regular entre peritos habilitados.

O relator anterior do caso, ministro Dias Toffoli, havia determinado em janeiro o material apreendido pela PF na operação fosse lacrado e armazenado no STF. Mais tarde, decidiu que o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR). Na sequência, o então relator indicou quais peritos da PF poderiam analisar material apreendido pelos investigadores em operações envolvendo o caso.

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