“Filho de peixe, peixinho é”: Lulinha recebia R$ 300 mil do Careca do INSS, diz delator à PF

O escândalo das fraudes bilionárias no INSS ganha contornos cada vez mais repugnantes com a revelação de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebia uma mesada de R$ 300 mil mensais diretamente do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como o grande operador do esquema que sugou o dinheiro de aposentados pobres.

Segundo delação homologada pela Polícia Federal, o filho do presidente não era apenas beneficiário passivo: ele seria sócio oculto da lavanderia que transformava em propina os descontos arrancados à força dos contracheques de idosos. Enquanto milhões de brasileiros recebiam benefícios mutilados, Lulinha, já famoso por enriquecer misteriosamente com a Gamecorp na era dos “campeões nacionais”, voltava à cena como protagonista de mais uma máquina de lavagem de dinheiro público.

A nova delação expõe conversas em que Roberta Luchsinger, amiga íntima de Lulinha, negociava com o Careca formas de “esquentar” os milhões desviados, sempre citando o “nosso amigo” ou “Fábio, filho do Lula” como destinatário final. A PF já mapeou R$ 53 milhões movimentados apenas pelas empresas do lobista em poucos meses, parte deles irrigando contas ligadas ao primogênito presidencial. Diante da gravidade, o Palácio do Planalto limita-se a trocar ministros e prometer ressarcimento aos aposentados lesados, mas nada explica como o filho do chefe da nação se envolveu novamente num esquema de corrupção tão grotesco — nem por que, mais de uma década depois da Lava Jato, a mesma família continua aparecendo no centro das maiores roubalheiras do país.

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