A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para a Procuradoria-Geral da República um pedido para investigar o presidente Jair Bolsonaro por críticas às urnas eletrônicas.
Durante um encontro com cerca de 40 embaixadores, o chefe do Executivo levantou dúvidas sobre a segurança das máquinas e defendeu maior transparência nas eleições. A reunião se tornou alvo de partidos de esquerda.
No documento, os parlamentares argumentaram que o presidente cometeu “improbidade administrativa, abuso de poder político e econômico, crime contra o Estado Democrático e fez propaganda eleitoral antecipada”.
“Não pode o representado usar do cargo de presidente para subverter e atacar a ordem democrática, buscando criar verdadeiro caos no país e desestabilizar as instituições públicas”, informou o pedido para investigar Bolsonaro.
Weber estabeleceu: “Determino, assim, a abertura de vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, a quem cabe a formação da opinio delicti em feitos de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental”.
O pedido é assinado pelos deputados Alencar Santana (PT-SP), Reginaldo Lopes (PT-MG), Sâmia Bonfim (Psol-SP), Renildo Calheiros (PCdoB-PE), André Figueiredo (PDT-CE), Joênia Wapichana (Rede-RR), Bira do Pindaré (PSB-MA), Bacelar (PV-BA) e Afonso Florence (PT-BA).









