A líder do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse, nessa terça-feira (7/7), que a “lei de segurança nacional” de Hong Kong não é “uma tragédia”, mas “define limites”.

Carrie Lam tenta reverter a desconfiança sobre a nova legislação, aprovada pela China, que dizem ser capaz de acabar com as liberdades responsáveis pelo sucesso da cidade como polo financeiro.
“Certamente isso não é uma tragédia para Hong Kong”, disse Carrie Lam, em entrevista coletiva semanal. “Tenho certeza de que, com o passar do tempo, aumentará a confiança no modelo ‘um país, dois sistemas’ e no futuro de Hong Kong”, defende a líder pró-Pequim.
Com temores em relação à lei, o aplicativo de vídeo TikTok disse que se prepara para sair do mercado de Hong Kong. Outras empresas de tecnologia disseram que suspenderam o processamento de pedidos de dados de usuários feitos pelo governo local.
Empresas de internet e seus funcionários ficam sujeitos a multas e até a um ano de prisão se não obedecerem, e a polícia pode confiscar seus equipamentos. Também se espera que as companhias forneçam registros de identificação e assistência para decodificação.
A legislação abrangente imposta à ex-colônia britânica pune o que a China define como secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, com pena até de prisão perpétua.
As medidas entraram em vigor ao mesmo tempo em que foi divulgada ao público, pouco antes da meia-noite da terça-feira passada (30/6). A polícia prendeu mais de 300 pessoas em protestos realizados no dia seguinte – cerca de 10 delas, incluindo um adolescente de 15 anos, por supostas “violações da lei”.
Informações: Agência Brasil








