O embate teve início na última sexta-feira (10/07), quando o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, retuitou uma postagem de uma conta do Departamento de Estado americano em Português acusando o Partido Comunista Chinês de conduzir “uma campanha de esterilização em massa para mulheres como parte de sua repressão aos uigures e outras minorias étnicas na província de Xinjiang”. “O silêncio não é uma opção”, acrescentou Chapman.
O Crítica Nacional já havia denunciado a situação dos uigures na província de Xinjiang no artigo REGIME COMUNISTA CHINÊS É ACUSADO DE PROMOVER GENOCÍDIO DEMOGRÁFICO NA COMUNIDADE UIGUR, publicado no início deste mês de julho.
No sábado, a conta da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil mencionou uma publicação da página oficial do twitter do FBI em que acusa a China de pagar cientistas nas universidades americanas “para trazer secretamente nosso conhecimento e inovação de volta à China – incluindo pesquisas valiosas, financiadas pelo governo federal”. E acrescentou questionando: “Isso está acontecendo no Brasil?”
Diretor do @FBI: ''A China paga os cientistas das universidades americanas para levarem secretamente nosso conhecimento e inovação de volta à China – incluindo pesquisas valiosas, financiadas pelo governo federal''. Isto está acontecendo no Brasil? #FaçaAPergunta
— Embaixada EUA Brasil (@EmbaixadaEUA) July 11, 2020
O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming reagiu as publicações no twitter no domingo (12/07) e acusou o diplomata americano Todd Chapman de atacar a China com boatos e mentiras:
“Olha, esse homem vem ao Brasil com a missão especial, que é atacar a China com boatos e mentiras, aconselhamos que pare de fazer atividades desse tipo e faça bem o seu trabalho o que facer. Uma formiga tenta derrubar uma árvore gigante, ridiculamente exagerando em sua capacidade”.
Olha, esse homem vem ao Brasil com a missão especial, que é atacar a China com boatos e mentiras, aconselhamos que pare de fazer atividades desse tipo e faça bem o seu trabalho o que facer. Uma formiga tenta derrubar uma árvore gigante, ridiculamente exagerando em sua capacidade. pic.twitter.com/v84gTEuJkI
— Yang Wanming (@WanmingYang) July 12, 2020
Na semana passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, impôs sanções a três funcionários do Partido Comunista Chinês (PCC) por causa do tratamento de minorias na região de Xinjiang, onde uigures e outras minorias sofrem trabalho forçado e outros abusos dos direitos humanos. Em resposta, a ditadura comunista da China afirmou que retaliará autoridades e instituições americanas.
“Os Estados Unidos não ficarão parados enquanto o Partido Comunista Chinês pratica violações de direitos humanos contra uigures, cazaques étnicos e membros de outros grupos minoritários em Xinjiang, o que inclui trabalho forçado, detenção arbitrária em massa e controle forçado da população e tentativas de apagar sua cultura e fé muçulmana”, afirmou o secretário de Estado Mike Pompeo em comunicado anunciando sanções do Departamento de Estado.
No dia 4 de julho presidente Jair Bolsonaro esteve com o embaixador Todd Chapman para comemorar o Dia da Independência dos Estados Unidos, reforçando os laços entre os dois países e demonstrando o alinhamento entre as duas nações. As denúncias firmes e diretas do governo americano contra a ditadura comunista chinesa demonstram a disposição dos Estados Unidos em iniciar o enfrentamento àquele que é hoje o maior inimigo da liberdade e d democracia no Ocidente: o Partido Comunista Chinês.








