Em sermão, arcebispo de Aparecida afirma que o Brasil não pode ser ‘pátria armada’ e fala em fake news

O arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, disse nesta terça-feira, 12, que, “para o Brasil ser pátria amada, não pode ser pátria armada”. A declaração ocorreu durante a missa das 9 horas, a principal do dia no santuário. “Para ser pátria amada, uma República sem mentira e sem fake news”, observou. “Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos os irmãos construindo a grande família brasileira”, afirmou o religioso.

Interpelado pela TV Globo se o discurso era um recado para o presidente Jair Bolsonaro, o padre respondeu se tratar de uma mensagem “para todos os brasileiros”. “Respeitamos as autoridades, mesmo discordando, e falamos com a doutrina da Igreja”, declarou, em entrevista à emissora. “Nós estamos quebrando a aliança com o ódio e a corrupção e para confirmarmos a nossa República e a democracia”, garantiu, sem mencionar nomes.

Histórico de críticas

Não é a primeira vez que Brandes opina sobre questões sociais. Em 2020, o padre criticou a “volta da impunidade” e também as queimadas em biomas como Amazônia e Pantanal. Já em 2019, o sermão criticou o “dragão do tradicionalismo” e disse que a “direita é violenta e injusta”.

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