Eduardo Bolsonaro diz que comissão liderada por irmão do extremista de esquerda, Fábio Trad, será um fracasso

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) demonstrou ceticismo em relação à missão oficial liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) irmão do Extremista de Esquerda e defensor do Lula, Fábio Trad, que viajará a Washington no fim de julho para discutir com o Congresso norte-americano a nova tarifa de 50% imposta às importações de produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo governo do ex-presidente Donald Trump e deve entrar em vigor no dia 1º de agosto.

Em declarações feitas nesta segunda-feira (21) na rede social X (antigo Twitter), Eduardo — filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — afirmou que a iniciativa não terá efeito prático. Segundo ele, não há perspectiva de que os Estados Unidos recuem da decisão. “A comitiva só servirá para prolongar o sofrimento do povo brasileiro”, escreveu. Em tom crítico, completou: “Os tiranos olham e pensam: ‘vamos esperar para ver no que dá esse grupo, vai que sai um ‘acordo caracu’”.

O grupo do Senado viaja no período de 29 a 31 de julho, durante o recesso parlamentar, em uma tentativa de abrir diálogo com autoridades americanas. Segundo Nelsinho Trad, o objetivo é buscar soluções diplomáticas alternativas, já que os canais institucionais formais estariam enfrentando entraves. Ele alertou ainda que o setor de frigoríficos no Brasil avalia interromper as exportações de carne bovina aos EUA, e que outros segmentos também temem impactos da taxação.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, questionou a eficácia da missão e afirmou que os senadores desconhecem a forma como o ex-presidente Trump conduz as relações internacionais. Ele mencionou um episódio recente em que, segundo ele, a embaixadora brasileira teria sido ignorada por representantes do Departamento de Estado norte-americano. “Tomara que conversem com membros do governo, não apenas políticos, porque só assim talvez entendam o recado: não vai haver recuo”, finalizou.

Eduardo esteve oficialmente de licença parlamentar até o dia 20 de julho. Como não retornou ao país nem informou à presidência da Câmara sobre a prorrogação de sua ausência, o Partido dos Trabalhadores protocolou um pedido para suspensão imediata de seu mandato e o bloqueio de seus vencimentos.

A solicitação foi apresentada pelo líder da bancada, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que acusou Eduardo de atuar no exterior de forma hostil aos interesses do Estado brasileiro, violando a Constituição e desrespeitando os poderes instituídos. O regimento da Câmara prevê que, ao fim de uma licença, o parlamentar deve retornar às atividades ou comunicar justificativa formal, sob risco de perder o direito à remuneração.

O partido também destacou que já foram protocoladas duas representações contra Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética da Casa, em 25 de maio e 11 de julho, pedindo a cassação do mandato por quebra de decoro, afronta à soberania nacional e abuso de prerrogativas. Uma terceira medida, de caráter coletivo, foi apresentada em 16 de julho à Mesa Diretora, requerendo a suspensão cautelar do deputado.

Veja vídeo do extremista de esquerda Fábio Trad:

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