Dossiê aponta que Mandetta fechou 34 contratos com preços superfaturados e sem licitação com empresa doadora de sua campanha

No Comitê de Crise criado no Palácio do Planalto para traçar estratégias de ação contra a pandemia do coronavírus, um grupo de servidores cumpre há dias uma missão classificada como sigilosa: revirar dezenas de contratos assinados recentemente pelo Ministério da Saúde com empresas prestadoras de serviço.

Uma das investigacões chama atencão. Mandetta fechou 34 contratos emergenciais na compra de insumos e equipamentos com preços superfaturados e sem licitação. Detalhe: A empresa contratada em regime de urgência, sem licitação, financiou a campanha de Mandetta.

A empresa é de Aurélio Nogueira Costa, dono também da Cirumed Comércio Ltda. A Cirumed foi uma das maiores doadoras de campanha de Mandetta para deputado pelo Mato Grosso do Sul. Em 2014, a empresa foi a segunda maior doadora da campanha de Mandetta, com um repasse de cerca de R$ 94 mil, por depósito em espécie. Em 2010, a empresa doou R$ 50 mil para a campanha de Mandetta, através de dois cheques. As duas empresas, Prosanis e Cirumed, ficam em Campo Grande (MS), reduto eleitoral do ministro. A dispensa de licitação do ministro para a contratação da Prosanis foi feita com base na lei 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência

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