Delegado que originou a Lava Jato deve investigar atos de Mandetta

O delegado da Polícia Federal (PF) Márcio Adriano Anselmo, que é um dos responsáveis pelas investigações que deram início à Operação Lava Jato e que ocupa hoje o cargo de Coordenador-Geral de Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro deve investigar os atos do ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta.

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, anunciou em seu perfil no Twitter na segunda (20) que determinou à Polícia Federal a abertura de investigações para apurar possíveis desvios de verba federal destinada ao combate do novo coronavírus.

O ministro defendeu uma atuação ‘implacável’ da corporação e indicou que o trabalho será desenvolvido junto com a Controladoria-Geral da União.

O Grupo Especial de Combate à Corrupção e ao Desvio de Recursos Públicos, o GECOR/COVID-19, foi criado para, “excepcionalmente, instaurar e prosseguir com a investigação de casos de corrupção e de desvio de recursos federais destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus”.

Portaria publicada no boletim de serviço do MJSP na última sexta 17, indica que o grupo será supervisionado pelo Coordenador-Geral de Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro o delegado Márcio Anselmo.

Além disso, o texto estabelece o recrutamento emergencial e obrigatório de policiais federais para atender às necessidades operacionais do grupo.

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