O Congresso Nacional aprovou, nesta terça-feira, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 sem a determinação para que as emendas de relator –conhecidas como “orçamento secreto”– sejam impositivas, em uma vitória para o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que atuou para que o expediente não fosse aprovado.
A votação da proposta foi concluída após os deputados e senadores terem acatado sete dos nove destaques, que foram votados separadamente. A matéria seguirá agora para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.
A ideia inicial de Pacheco era que a votação da LDO fosse realizada na segunda-feira, mas um impasse em torno da impositividade das emendas de relator adiou a definição do texto.
No Orçamento deste ano, essas emendas somam cerca de 16,5 bilhões de reais, podendo chegar a 19 bilhões de reais em 2023.
PARÂMETROS
Segundo o projeto de LDO, que é a base do Orçamento do próximo ano, o Produto Interno Bruto (PIB) terá crescimento de 2,5%, a taxa de câmbio será de 5,30 reais, a taxa básica de juros (Selic) ficará em 10% e a inflação (IPCA) em 3,3%. O salário mínimo será de 1.294 reais, com reajuste de 6,7%, que não corrige as perdas.
O texto prevê ainda um déficit primário para os Orçamentos fiscal e da seguridade social de 65,9 bilhões de reais.









