O Democratas (DEM) aprovou na manhã desta quarta-feira (6), em convenção nacional, a fusão com o PSL em um novo partido, o ‘União Brasil’.
A executiva nacional do PSL aprovou a fusão da legenda com o DEM por unanimidade no dia 28 de setembro. A decisão ainda precisa ser referendada pela convenção conjunta, prevista também para esta quarta-feira.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda
precisa aprovar o novo partido. A cúpula do
DEM crê que o processo de fusão leve três
meses para ser analisado pelos ministros.
A fusão do DEM com o PSL poderá formar o maior partido do país, ao menos em números na bancada da Câmara e valores do fundo partidário: 81 deputados federais, sete senadores, três governadores e R$ 160 milhões.
O presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou que a fusão tem como prioridade “lançar um candidato à Presidência da República”, conforme a CNN
Segundo o presidente nacional do DEM a ideia do novo partido é “oferecer uma alternativa” para os brasileiros e ser contraponto ao PT e ao atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) querendo atuar na discussão da 3ª via eleitoral.

Quem assumi?
O partido que em Mato Grosso do Sul deve ser presidido pela senadora Soraya Thronicke deve ganhar nomes que têm se destacado na política sul-mato-grossense.

Descontente com o PSDB há pelo menos dois anos, o União Brasil já desponta como um dos prováveis destinos da deputada federal Rose Modesto. Nele, a deputada poderia candidatar-se a um dos três cargos que postular (ela ainda se decidirá): governadora, senadora ou mesmo sua reeleição como deputada federal.
Outro político que está negociando com o União Brasil é o prefeito de Dourados, Alan Guedes. Neste caso, o DEM e o PSL, que tendem a perder muitos políticos para o PP, pelo menos ganhariam um dos integrantes daquele partido.
Em nível nacional, o União Brasil deve também frear uma debandada de políticos para o PSD. A expectativa é de que o presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG) desista de ir para o PSD e continue no União Brasil.
O novo partido também se torna mais uma opção para o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (que negocia com o PSD) candidatar-se ao governo daquele estado no próximo ano, enfrentando o PSDB, seu ex-partido.









