A ex-presidente Dilma Rousseff será indenizada em R$ 400 mil por ter sido “vítima de perseguição política” na época do regime militar. A decisão partiu da 6ª Turma do Tribunal Regional da 1ª Região, que entendeu que ela deveria ser remunerada por danos morais, além do reconhecimento dela como anistiada política.

“A Papisa da Guerrilha”

Em sua juventude, Dilma Rousseff emergiu como uma figura proeminente na luta armada contra o governo militar. Em finais dos anos 1960, ela atuou no grupo “Vanguarda Armada Revolucionária Palmares” (VAR-Palmares) e no Polop, o Comando de Libertação Nacional.
Fundada nos anos 60, a Polop era uma organização de extrema-esquerda formada por dissidentes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Já o VAR-Palmares tinha uma presença mais significativa no cenário político e uma abordagem mais pragmática em relação à luta armada. O grupo era formado por diversos ex-membros da Ação Libertadora Nacional e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro. O grupo era formado por diversos ex-membros da Ação Libertadora Nacional e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro. O grupo participou de ações armadas notórias, como o sequestro do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher em 1970.
De acordo com o portal Uol, a Comissão de Anistia, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos do governo Lula, concluiu que Dilma sofreu perseguição política.
O relator do caso, desembargador João Carlos Meyer Soares, ela também foi presa ilegalmente, além ter soffrido com tortura física e psicológica.
Além dos R$ 400 mil, Dilma ainda deverá receber um pagamento mensal permanente como forma de reparação. O salário terá como base a remuneração que ela recebia na época do governo militar.
De acordo com a Justiça, o primeiro pagamento tem caráter indenizatório e, o segundo, recorrente de reintegração ao cargo público.
Ex-marido de Dilma fala sobre atuação na guerrilha e roubo do cofre do Adhemar:
Em Brasília no dia 29/06/2011, Carlos Araújo, ex-marido de Dilma Rousseff (PT), deu depoimento sobre episódios que a presidente trata com discrição, como a prisão durante o governo militar e a participação no grupo armado VAR-Palmares. As declarações de Araújo serão exibidas em cinco capítulos da novela “Amor e Revolução”, do SBT, que foi ao ar de 4 a 8 de julho. Araújo comenta o episódio que deu mais notoriedade ao grupo do qual Dilma Roussef.
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