O presidente Jair Bolsonaro defendeu mudanças na lei que pune práticas de improbidade administrativa cometidas por gestores públicos. Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que a legislação atual “engessa o prefeito” e afirmou já ter conversado com o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), para mudar regras da Lei de Improbidade.
“É muita burocracia. Tem muita lei do passado que realmente é para combater a corrupção e etc., mas engessa o prefeito. Muitos aí respondem por 20 anos de improbidade administrativa. Alguma coisa vai ser mudada, pode deixar”, afirmou Bolsonaro a um apoiador. “Tenho conversado com o Arthur Lira para a gente mudar alguma coisa para dar liberdade ao prefeito”, afirmou.
Relator do projeto para mudar a Lei de Improbidade é do PT
Um projeto para mudar a Lei de Improbidade é discutido na Câmara dos Deputados desde o ano passado. O relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) foi apresentado em outubro.
A proposta conta com o apoio de outras lideranças políticas como o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR). Em entrevista à Gazeta do Povo, Barros disse que gostaria que as mudanças na Lei de Improbidade sejam votadas.
Nesta semana, Ricardo Barros também defendeu o nepotismo, prática de contratar parentes para cargos públicos que foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que passaria a ser permitida caso o projeto relatado por Zarattini seja aprovado.









