Após 60 dias, tempo que os vereadores propuseram para que o Consórcio Guaicurus apresentasse melhorias à Comissão Permanente de Transporte e Trânsito no serviço prestado na cidade, a empresa de transporte não apresentou nenhuma solução para os problemas.
O presidente da Comissão, vereador Coronel Alírio Villasanti (PSL), disse ao Correio do Estado que uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) já está sendo pensada, na Casa de Leis.
“Fizemos uma apresentação durante uma sessão com as possíveis melhorias, mas isso não aconteceu, o serviço continuou da mesma forma, com aglomerações nos terminais e lotação de linhas”, disse.
“O Tabosa (PDT) me disse, de forma informal, que está pensando em novas formas para abrir a CPI, com um novo documento. O problema do transporte é crônico e precisamos dar um choque de realidade neles”, continuou o parlamentar.
O vereador Marcos Tabosa disse que, na próxima semana, irá usar a palavra livre na Câmara para poder dar um parecer sobre o que será feito a partir de agora em relação à CPI.
“Para não parecer radical, darei mais 10 dias para que as melhorias sejam apresentadas. Já tenho conversado com os vereadores para ter as 10 assinaturas mínimas para a abertura da CPI”, afirmou o parlamentar que pretende dar uma resposta à população.
Como noticiado, foi apresentado durante a primeira sessão do segundo semestre, no dia 3 de agosto, um requerimento com as assinaturas necessárias para a instauração de CPI, entretanto, a Procuradoria-Geral da Câmara Municipal de Campo Grande não aprovou a investigação.
O documento apresentado para investigar o serviço de transporte contava com três pontos centrais, sendo: má prestação do serviço, descumprimento do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) e balanço financeiro da empresa.
Foi acordado que, durante os 60 dias, a Comissão iria apresentar soluções e melhorias para o transporte coletivo de Campo Grande. Mesmo assim, o presidente da Comissão disse que nada foi feito até o momento e que ele irá assinar para a abertura da CPI.









