Sérgio Harfouche não só passou vergonha nas eleições municipais de Campo Grande, como levou todo o partido Avante para o buraco junto. De dois vereadores, a sigla hoje não tem nenhum. Resultado imediato da candidatura do procurador de Justiça.
Harfouche agiu como queria na pele de candidato. Impulsionado – segundo ele mesmo – por uma ampla votação em Campo Grande na eleição ao Senado de 2018, quando eram duas vagas e outro contexto. Se arvorou de comandar a própria candidatura, questionar pesquisas eleitorais, a própria Justiça e no fim ainda tentar emplacar o próprio filho como candidato.
Perdeu em todas.
No fim, viu seus 48.094 votos serem anulados pela Justiça eleitoral, pelo fato de ter a candidatura indeferida. O eleito, Marquinhos Trad (PSD), contou com 218.418 votos, quase 170 mil a mais.
Tirou do policial federal André Salineiro a chance de disputar a reeleição a vereador, já que foi seu candidato a vice, derrotado junto.
O outro parlamentar da sigla, pastor Jeremias Flores, não seguirá no cargo no próximo ano, já que seus 1.306 votos não o habilitaram a tal. Com mais votos, a sargento Betânia (1.451) também não ocupará uma cadeira na Câmara Municipal.
O filho do candidato teve ainda menos votos, 1.027.
No fim, o Avante sequer atingiu o quociente eleitoral neste ano, e a eleição capitaneada pelo procurador de Justiça decretou, pelo menos por enquanto, a vacância da sigla em espaços de poder eleitos.









