Marquinhos Trad negligenciou completamente o sistema de saúde da cidade. Desde 2019, a prefeitura não reajusta os contratos da Santa Casa, maior hospital de Campo Grande. Isso resultou numa dívida astronômica de R$ 432 milhões anuais, o que levou a instituição a suspender atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas. Marquinhos, enquanto tentava alavancar sua carreira política, abandonou o hospital que salva vidas na capital. O caos na saúde é inerente à sua responsabilidade.
O que é ainda mais revoltante é a forma como Trad tenta pintar sua gestão como “bem-sucedida”, mencionando ter sobrado R$ 1 bilhão na caixa para a administração atual. Na verdade, esse valor não cobre nem de perto o rombo que ele deixou. Só com a Santa Casa, a dívida mensal é de R$ 12 milhões, e os serviços essenciais tiveram que ser paralisados por falta de pagamento.
A gestão fiscal de Marquinhos Trad foi desastrosa em todos os aspectos. Ele repetidamente violou a Lei de Responsabilidade Fiscal, não aplicando o mínimo constitucional de 15% na saúde e acumulando dívidas imensas. Para piorar, até hoje as contas de sua gestão não foram completamente comprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que levanta sérias dúvidas sobre o que ele está tentando esconder.
A crise na Santa Casa de Campo Grande, maior hospital de Mato Grosso do Sul, esteve à beira de um colapso em 2020 na gestão Marquinhos Trad. A unidade sofreu com superlotação e falta de medicamentos e insumos. O número de internações dos pacientes complicaram a situação, que já estava crítica. A crise foi exposta pela diretoria do hospital que concedeu entrevista coletiva à imprensa no dia 16 de Setembro de 2020.
Coletiva de imprensa do presidente da Santa Casa Heber Xavier e o superintendente da Gestão Médico-hospitalar e Dr. Luiz Alberto Kanamura.

O Dr. Luiz Alberto disse que o hospital estava com grande números de pacientes e com estoque de medicamentos zerados. “A unidade hospitalar não tem capacidade para atender à todos. A equipe de profissionais está esgotada e, desta forma, a Santa Casa caminha para o abismo. Vai chegar um tempo, que não vamos conseguir ficar com as portas abertas”.
“Fora os pacientes com coronavírus, temos pessoas que chegam aqui com sintomas de diabetes e são as mesmas que ocupam por vários dias os leitos do hospital. O atendimento do SUS está sendo todo por aqui, as despesas com cada paciente é de R$ 1.450,00 e somos pagos apenas por R$ 59,00”, declarou Luiz Alberto.
Contudo, a Prefeitura Municipal de Campo Grande estava devendo um repasse para o hospital de R$ 5 milhões e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, R$ 2,6 milhões. “Sendo assim, estamos tendo que lidar com o financeiro e com a precária situação de assistência da Santa Casa”, esclareceu o médico na época.
Ainda durante a entrevista, o superintendente da Gestão Médico-hospitalar relatou que nos finais de semana, durante à noite, na sala de gessos aumentam em média de 16 para 23 pacientes. E, que Santa Casa não pode fechar o atendimento de politraumatizados pois, a unidade hospitalar é único a realizar o procedimento para o tipo de acidente. Inclusive, 100% dos acidentes automobilísticos estão sendo atendidos no hospital. Mas, afirma que se cada hospital voltar a trabalhar de maneira como eles estão trabalhando, os hospitais de Campo Grande não terão problemas de superlotação.
Férias
No dia 18 a 28 de janeiro de 2022, Marquinhos Trad saiu de férias e deixou Campo Grande na maior crise de saúde da história, com unidades de saúde lotadas, filas enormes em postos de saúde, pandemia de Covid, epidemia de gripe e o aumento no preço da passagem de ônibus, a capital de Mato Grosso do Sul.

Em sua rede social Instagram, o vereador e ex-prefeito Marquinhos Trad disse que a saúde em Campo Grande piorou e a própria prefeita admitiu. Está na hora de investigar!
Veja o vídeo: