A Fazenda Santa Eliza, que pertence à família Corrêa da Costa, mesma família da senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi invadida por sem-terra na manhã deste domingo, informam advogados e familiares da senadora. A propriedade, de aproximadamente 1,3 mil hectares, no município de Terenos, a 16 quilômetros de Campo Grande, está ocupada por sem-terra desde a madrugada. Um acampamento foi montado no local.
Conforme o advogado da família da senadora e ex-ministra da Agricultura, Brenner Lucas Dietrich Espíndola, o grupo que invadiu a fazenda diz ser do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). “Eles adentraram à área de reserva legal da propriedade e lá fincaram uma bandeira do MST”, conta o advogado. “Estamos desde a manhã desta segunda nesta envolvidos nisso”, admitiu.
Conforme Brenner, a fazenda de 1,3 mil hectares é “extremamente produtiva”. Nela há uma área de confinamento arrendada para o grupo JBS, e também outras áreas arrendadas para produtores do Estado, como por exemplo para a família Schlatter, de Chapadão do Sul, entre outros produtores.
Foi apurado que o governador Eduardo Riedel (PSDB) já foi informado da ocupação. Equipes da Polícia Militar e da Polícia Militar Ambiental já estão no local.
Uma mulher que participa da ocupação teria sido detida para prestar esclarecimentos. Ainda não há a confirmação se o motivo seria esbulho possessório (quando se tenta invadir uma propriedade privada) ou por crime ambiental (há relatos que os sem-terra tirararam parte da reserva para montar o acampamento).
O MST foi procurado, mas não retornou o contato até a publicação da reportagem.
O deputado federal Rodolfo Nogueira chama de criminosa invasão do MST à fazenda da senadora Tereza Cristina
“Isso é crime e os invasores terão que ser responsabilizados. Minha solidariedade à senadora Tereza Cristina e também vou pedir para que se abra uma investigação dentro da CPI das Invasões para saber se esse ato foi programado e articulado por alguém ligado a um partido político, com objetivo de ameaçar, amedrontar ou até mesmo silenciar a voz da senadora que defende o agronegócio em Brasília”, disse Rodolfo.










