O deputado federal do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri (DEM), sugere que, sendo comprovada a denúncia de uma suposta “manobra” da Polícia Federal (PF) para beneficiar Jair Bolsonaro na eleição poderia resultar na cassação da chapa de Bolsonaro e Mourão.
“O TSE pode cassar a chapa de Bolsonaro e Mourão, dando margem para que ainda em 2020 haja novas eleições presidenciais, pois se trata de uma clara interferência da PF do Rio no pleito”, escreveu Kim no Twitter.
Paulo Marinho, um dos principais financiadores da campanha de @jairbolsonaro, denunciou uma manobra da Polícia Federal para beneficiar Bolsonaro na eleição.
— Kim Kataguiri 4433 (@KimKataguiri) May 17, 2020
Um delegado bolsonarista teria avisado Flávio Bolsonaro da Operação que pegou Queiroz. https://t.co/5PnICAW0nh
A polêmica foi instalada a partir de declarações do empresário Paulo Marinho em entrevista à Folha de São Paulo.
Marinho alegou que os policiais teriam “segurado a operação” para que ela não fosse feita antes do segundo turno das eleições de 2018 e atrapalhasse a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
O relator da operação no TRF-2, desembargador federal Abel Gomes, disse que a intenção das autoridades, com a postergação, não foi “beneficiar quem quer que seja”, mas evitar a falsa percepção de que a operação tinha motivações políticas”.
O magistrado ainda acrescentou que a ação foi deflagrada “no momento que se concluiu mais oportuno”. A operação ocorreu em 8 de novembro de 2018.
“O fundamento foi que uma operação dirigida a ocupantes de cargos eletivos, deputados em vias de reeleição inclusive, como foi a Furna da Onça, não deveria ser deflagrada em período eleitoral, visto que poderia suscitar a ideia de uso político de uma situação que era exclusivamente jurídico-criminal, com o objetivo de esvaziar candidatos ou até mesmo partidos políticos, quaisquer que fossem, já que os sete deputados alvos da Furna da Onça eram de diferentes partidos”, escreveu o desembargador, conforme noticiou o Terça Livre.









