Onze advogados da Consultoria Jurídica do Ministério da Educação (MEC) pediram demissão de seus cargos coletivamente. Em documento revelado pelo jornal O Globo, eles dizem defender “a supremacia do interesse público sobre o privado”.
O texto foi divulgado na quinta-feira, 17, um dia após a posse de Davy Jones Pessoa Almeida de Menezes no comando da Consultoria Jurídica do ministério. Ele entrou no lugar de Fabiana Zamorano, que também pediu para sair recentemente.
“Na oportunidade, reafirmamos o compromisso de defesa do Estado Democrático de Direito, em especial dos princípios basilares da legalidade e da supremacia do interesse público sobre o privado”, diz trecho do ofício de demissão.
Segundo o jornal, uma fala do ministro da Educação foi o estopim para a debandada. Segundo relatos, Milton Ribeiro afirmou que a Consultoria Jurídica não permite que grupos econômicos sérios tenham acesso ao MEC. A “reclamação” teria gerado revolta entre os servidores.
Com a renúncia coletiva, eles deixam os cargos em comissão, em geral de setores dentro da Consultoria Jurídica, mas continuam no MEC.
Quatro dos advogados manifestam desinteresse em assumir “quaisquer cargos vagos ou que venham a vagar nesta Consultoria Jurídica”.
No ano passado, 52 pesquisadores ligados à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) também anunciaram renúncia coletiva de suas funções. Procurado, o MEC afirmou que não ia se pronunciar.









