O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse em entrevista exclusiva à CNN que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), deve respeitá-lo.
“O Maia tem de me respeitar como chefe do Executivo”, disse. A afirmação foi feita após Bolsonaro ser questionado se haveria uma conversa entre os poderes para uma contenção para que o valor que está sendo usado para a saúde seja recuperado mais para frente.
“O que nós projetamos de economia com a reforma da Previdência praticamente foi engolido em poucos meses. Não vou trair a minha consciência e deixar de falar a verdade. Eu lamento a posição do Rodrigo Maia nessas questões. Lamento muito a posição dele, que resolveu assumir o papel do Executivo”, disse.
“O Brasil não merece a atuação dele na Câmara. Péssima sua atuação”, disse. “Não estou rompendo com o parlamento, não”, acrescentou.
Mudança ministerial
No início da entrevista, Bolsonaro foi questionado se a mudança no comando do Ministério da Saúde iria afetar o combate à COVID-19. “Não, muito pelo contrário, você combate o coronavírus evitando que haja um crescimento do desemprego. Consenso é que 60% ou 70% da população vai ser contagiada, e somente depois disso que podemos dizer que o Brasil está imune ao vírus. Nós não podemos esquecer a questão da economia”, disse.
O presidente disse que gostaria que as medidas de isolamento social fossem baixadas. “Não estamos ignorando os fatos. A economia tem que voltar a funcionar. Não podemos perder milhares de empregos por dia. Em comum acordo, um planejamento bastante meticuloso, começar a reabrir o comércio. Se bem que a decisão disso passa basicamente pelos governadores e prefeitos”, disse.
Ele acrescentou que pretende enviar um projeto de lei para o Congresso “definindo mais claramente o que são as profissões essenciais do Brasil”. “O Parlamento vai decidir se concorda ou não. Mas obviamente vai ter que votar com urgência esse projeto.”









