A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse não acreditar que o embargo da China à carne bovina brasileira, que já dura quase dois meses, não é uma represália política do país asiático nem uma estratégia para reduzir preços. As declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil.
“Não posso afirmar isso [que seja uma reação política da China]. O que posso dizer é que se trata de uma estratégia chinesa e que o ministério [da Agricultura] tem a obrigação de fazer sua parte, que é prestar as informações pedidas de forma transparente”, afirmou a chefe da pasta.
“A China voltou a crescer com a produção de suínos, após problema que durou três anos. Hoje, eles têm um volume maior de carne suína. A gente substituiu um pouco essa necessidade por um tempo”, explicou Tereza Cristina. “Estamos conversando com as equipes técnicas constantemente para esclarecer essa questão e esperamos retomar os envios no curtíssimo prazo.”
Ainda de acordo com a ministra da Agricultura, cerca de 40% do estoque que aguarda liberação para a entrada na China já está pago. “Algo em torno de 40% dessa carne os exportadores brasileiros recebem mesmo antes que ela chegue à China”, disse a ministra.
Desde o dia 4 de setembro, o país asiático embargou a compra da carne bovina. Inicialmente, o problema estava relacionado a dois casos de mal da “vaca louca” — doença cerebral em bovinos adultos que pode ser transmitida aos seres humanos por carne contaminada —, mas exames laboratoriais realizados depois da detecção dos casos apontaram que a doença identificada não estava na forma transmissível.









