A fala do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, que chamou a senadora de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet (MDB) de descontrolada, teve apoio do deputado federal Eduardo Bolsonaro.
No Twitter, o filho do presidente disse que Simone é a “Maria do Rosário do Senado”.
“Lembra ou não lembra um ‘mas o que é isso?! O que que é isso aqui?! Mas o que é isso?!’. É ou não é um circo?”, disse o deputado, em postagem acompanhada de vídeo do momento em que Simone questiona o ministro.
A fala de Eduardo Bolsonaro faz referência ao briga do presidente com a deputada Maria do Rosário, em 2014, em que Bolsonaro disse que não a estupraria porque ela não merece e a deputada respondeu com “mas o que é isso?”, citado por Eduardo para ofender Simone.
Por conta dessa briga, Bolsonaro precisou pagar indenização de R$ 20 mil e fazer uma retratação à Maria do Rosário.
Na postagem de Eduardo Bolsonaro, há diversos comentários, tanto de apoiadores, que concordam com a fala do ministro e do deputado e que também ofendem Simone, quanto contrárias, afirmando que houve excesso do ministro.
MARIA DO ROSÁRIO DO SENADO
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 22, 2021
Lembra ou não lembra um "mas o que é isso?! O que que é isso aqui?! Mas o que é isso?!".
É ou não é um circo? pic.twitter.com/aEl3aJcnuk
Bate-boca
No caso da discussão envolvendo Simone, a senadora, que integra bancada de CPI da Covid-19, questionou o ministro sobre atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) nas negociações da Precisa Medicamentos com o Ministério da Saúde, ligada a suspeitas de irregularidades.
Tebet falou sobre diversos pontos de relatórios da CGU que foram analisados pela comissão, indicando omissão do órgão. Disse que o ministro era um “engavetador”. Ao responder, Rosário afirmou que havia uma série de inverdades.
Durante o debate, Wagner Rosário se esquivou das respostas e acusou a senadora de declarar inverdades e a chamou de ‘descontrolada’.
A fala foi repreendida por outros senadores, sendo um deles Otto Alencar (PSD-BA) então defendeu a senadora e chamou o ministro de “moleque”, aumentando a confusão.
A sessão acabou suspensa por cinco minutos pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente do colegiado.
“O mais importante eu consegui extrair, sabemos que a CGU não foi ouvida preliminarmente. O contrato da Covaxin foi fraudulento, tanto que esconderam as irregularidades do corpo jurídico do Ministério da Saúde, que é a assessoria jurídica, a CGU e a AGU”, pontuou durante entrevista a GloboNews.









