De acordo com relatório exclusivo do New York Post publicado nesta segunda-feira (16), a inteligência dos Estados Unidos informou ao presidente Donald Trump que o novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho e sucessor do falecido aiatolá Ali Khamenei, pode ser homossexual, informação que teria gerado dúvidas no próprio pai sobre sua adequação para assumir o cargo máximo da República Islâmica, onde a homossexualidade é punida com pena de morte.

A revelação destaca a ironia extrema em um regime teocrático que reprime severamente a homossexualidade, enquanto rumores sobre a vida privada de Mojtaba já circulavam há anos entre elites iranianas e observadores internacionais, potencialmente minando sua legitimidade entre setores islâmicos do clero e da Guarda Revolucionária.
O documento aponta que o líder iraniano, de 56 anos, manteria um relacionamento de longa data com um ex-tutor de sua infância. Fontes também relataram que ele teria feito investidas contra homens que cuidavam de sua saúde após o bombardeio de 28 de fevereiro. “O fato de isso ter sido levado aos níveis mais altos demonstra que há certa confiança nisso”, afirmou uma fonte ligada ao governo norte-americano.
Histórico de rumores e repressão
Mojtaba assumiu o poder máximo no país em 8 de março, substituindo o pai, Ali Khamenei, que foi morto no recente ataque aéreo. Rumores sobre a orientação sexual do sucessor já circulavam no alto escalão, e o próprio pai temia sua aptidão para governar devido a essas suspeitas. No Irã, a homossexualidade é rigorosamente proibida e punida com a pena de morte, frequentemente por meio de enforcamento.
O histórico médico do novo aiatolá também reforça as suspeitas nos bastidores diplomáticos. Apenas após essas viagens ele conseguiu ter filhos com sua esposa, Zahra, que também teria morrido no recente bombardeio.









